Neurociência e Microlearning. Entenda porque o Microlearning está revolucionando as ações de T&D.

A metodologia Microlearning vem revolucionando o aprendizado e ações de T&D já há algum tempo. Mas por quê? A Neurociência explica, e neste artigo te explicaremos um pouco mais também.
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Neurociência é o campo científico que estuda o sistema nervoso, buscando entender sua estrutura, funcionamento e desenvolvimento. Durante anos, as neurociências desenvolveram diversas teorias e modelos que buscam explicar detalhadamente o funcionamento do cérebro e os processos de aprendizagem.

Quando pensamos em ações de treinamento e desenvolvimento de pessoas, estamos interagindo diretamente com as experiências e as maneiras em que os participantes assimilam as informações e reagem aos ensinamentos propostos. Desta forma, ao planejar ações de T&D, é importante entender um pouco sobre processos cognitivos, a fim de implementar ferramentas que entreguem o processo de aprendizado mais eficaz possível. Hoje vamos explicar sobre o Microlearning, e como a neurociência embasa sua eficiência.

Saiba mais: Microlearning, o que é, e porque está revolucionando a educação corporativa

Relembrando, Microlearning é o termo utilizado para a estratégia de utilização de conteúdos curtos e objetivos em sessões de aprendizado espaçadas. Original do inglês “micro”=micro e “learning”=aprendizado, Microlearning consiste em um formato modular de transmissão de informações, que ocorre em curtas sessões de aprendizagem e que pode utilizar diferentes mídias e interações (vídeos, infográficos, textos, jogos, etc.).

O Microlearning tem tido muito sucesso nos últimos anos porque não só leva em consideração as características cognitivas do cérebro, mas também uma série de fatores psicossociais relevantes. Por exemplo, as informações são entregues em unidades muito pequenas para aproveitar o período natural da atenção, mas também para se adaptar ao ritmo acelerado e fragmentado em que se consome o conteúdo digital hoje em dia.

 94% das pessoas relatam que aprendem melhor com cápsulas de conteúdo do que com cursos e treinamentos extensos, que duram muito tempo, segundo dados da pesquisa Learning and Development Professionals.

Uma das características mais interessantes do cérebro é que ele é um órgão desenhado para aprender, e isto significa que sua estrutura física muda literalmente com cada novo circuito de aprendizagem que se consolida. É aí que reside a ciência do Microlearning: em oferecer estímulos de aprendizagem capazes de consolidar os circuitos de informação da maneira mais rápida, eficiente e motivadora possível. 

 

Mas como a neurociência respalda o Microlearning?

 

Embora a experiência do Microlearning possa parecer relaxada, leve e até divertida por si só, a realidade é que por trás de cada detalhe de um curso de microlearning tem anos de investigação, estudos, comparações e estatísticas que permitem criar conteúdos capazes de se alinhar ao processo mais natural e agradável possível pela que o cérebro recebe nova informação. 

Algumas das bases teóricas do Microlearning são:

 

1. Equilíbrio entre carga cognitiva e aprendizagem significativa

 

A teoria da carga cognitiva explica que quanto mais o cérebro estiver sobrecarregado de informação durante o aprendizado maior o risco da pessoa experimentar níveis de ansiedade ou distração, capazes de interferir com a tarefa. Isso é especialmente relevante quando o que buscamos é que o usuário desenvolva habilidades específicas em vez de adquirir conhecimentos teóricos gerais.

O Microlearning é uma metodologia completamente alinhada com as diretrizes da carga cognitiva, mas também com a teoria amplamente aceita da aprendizagem significativa, que nos diz que para aprender melhor, precisamos entender o porquê da informação. Por isso, os cursos de Microlearning buscam garantir que a carga cognitiva sempre seja gerenciável, mas também que o usuário compreenda e se identifique com o sentido global do curso desde o início. 

 

2. Conectivismo e estilos de aprendizagem

 

O conectivismo é uma das teorias de processamento de informação que se concentra em explicar como as pessoas adquirem conhecimentos utilizando as novas tecnologias. O Microlearning utiliza as descobertas nesse campo para selecionar os melhores canais digitais e os melhores formatos de conteúdo que agilizam a absorção da informação pelo usuário. 

Por exemplo, Lys Academy é a primeira plataforma especializada em Microlearning da América Latina que entrega seu conteúdo via WhatsApp, o que permite aproveitar o comportamento repetitivo e de alta motivação dos usuários que utilizam este aplicativo. Por outro lado, os conteúdos das cápsulas são criados com formatos audiovisuais atrativos e que se adaptam a distintos estilos de aprendizagem. 

 

3. Fortalecimento das Vias neurais

 

A aprendizagem se produz graças a diversos processos químicos e elétricos desencadeados por estímulos cognitivos. Por sua vez, isso muda as estruturas neurais do cérebro, no que seria uma espécie de ciclo permanente, pois toda vez que se aprende algo, o cérebro cria uma nova via neuronal. As investigações recentes em neurociência mostraram que a base do aprendizado está na neuroplasticidade do cérebro. Ao contrário do que se pensava, o cérebro adulto também é maleável e a prática de certas habilidades modifica sua estrutura para dar lugar a novas conexões sinápticas, ao reforço das que já existem ou a uma desconexão das que não se utilizam.

Cada vez que a informação aprendida é revisada, a via neural é fortalecida e se torna mais fácil de acessar no momento de lembrar. Como diz o ditado “só se conhece o que se pratica”. Devido a natureza onipresente de informações e conteúdos em nosso dia a dia, é mais simples para as pessoas revisar módulos enxutos uma e outra vez, e assim formar vias neuronais mais fortes. 

 

4. Proteção contra a curva do esquecimento

 

A curva do esquecimento foi proposta pelo psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus no final do século XIX. Esse cientista foi um dos primeiros a realizar pesquisas quantitativas sobre a memória, testando sua própria memória, memorizando sílabas sem sentido e anotando os resultados.

Com sua pesquisa ele descobriu que esquecemos mais de 50% do que aprendemos passado um dia e 80% passado um mês. Mas há uma boa notícia: toda vez que revisamos um material de estudo, a taxa de esquecimento é reduzida. Nesse sentido, a natureza do conteúdo curto e conciso do Microlearning é ideal para treinamento, pois nos convida a revisar as unidades com mais frequência.

 

5. Capacidade de atenção

 

Está comprovado que a atenção/concentração nos adultos tem uma duração máxima de entre 15/20 minutos. Por exemplo, uma conversa contínua de duas horas, é fácil lembrarmos apenas 5%, então isso suporta a necessidade de reduzir o tempo de transmissão de conteúdos. 

O microlearning se ajusta a esses tempos de concentração. Então, se reconhecemos que absorvemos mais e melhor informações em intervalos curtos, o mais recomendado é se adaptar a esta nova forma de aprendizagem. 

 

6. Aprendizagem espaçada e memória a longo prazo

 

Com seu estudo experimental da memória, Ebbinghaus não só propôs a teoria da curva do esquecimento, mas também o efeito de memória espaçada. Segundo este e outros pesquisadores, quando a aprendizagem é distribuída ao longo do tempo, a informação é retida melhor, em comparação com quando é realizada em uma única sessão. 

Espaçar as aulas permite absorver melhor os conhecimentos. E é que aprender as idéias complicadas ao longo do tempo melhora a compreensão, algo que não acontece quando se tenta assimilar todo de uma vez só. 

Este método permite reforçar o conhecimento para desenvolver memórias a longo prazo no hipocampo. O microlearning é a ferramenta perfeita para conseguir este tipo de memória, já que o reforço se pode alcançar de forma rápida.

 

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